domingo, 14 de junho de 2009

Incerto

O enorme abismo estende-se à minha frente, eu caminho em direção à ele com passos vagos e lentos, porém firmes. Aparentemente, estou certa sobre minhas decisões, mas não estou. Estou confusa. Indo em um caminho incerto, e sem volta, rumo a solidão. Afastando-me à cada dia mais das pessoas ao meu redor. Não sei se este realmente é o caminho que eu quero seguir. Eu acho que... Vou mudar o cenário. Uma praia completamente solitária, somente com as ondas, as conchas e minhas pegadas na areia, sendo apagadas pela água. Essa é a solidão ideal. A que acalma, a qual eu tanto almejo, não tendo medo de meus próprios pensamentos. Já o abismo é profundo demais para mim. Não tem fim. Conhece segredos que eu mesma desconheço, coisas que, talvez, eu não suportaria entender. É... Eu prefiro a praia com conchas, definitivamente.
Talvez isto faça-me sentir mais acolhida, menos vulnerável. Talvez me deixe mais só, ou mais preenchida. Talvez eu nem queira realmente estar só. Talvez eu só queira estar preenchida da forma correta. Talvez...

2 comentários:

Luciano de Sálua disse...

Já ouvi dizer que nenhuma pessoa é ilha, mas discordo. Se repararmos bem, até os continentes, em sua grandeza, são ilhas. Logo, estarmos acompanhados é sempre bom, mas ficarmos a sós conosco é preciso. São momentos como estes que surgem questões, confusões e sentimentos que nos preparam para muitas questões na vida. São momentos como este que entramos em colapso com nossos próprios conceitos e evoluímos. Seja no penhasco ou na praia, no campo ou dentro do metrô. A solidão vem nos beijar, hora sim, hora não, só para poder nos testar, só para poder nos preparar. Ah, doce e cruel solidão!... Vastidão.

Cownery disse...

qute texto lindo *__*
amei mesmo.

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